quinta-feira, 25 de junho de 2015

Já faz algum tempo que eu queria escrever para falar do meu orgulho.
Sim, vou falar de bairrismo. Quem me conhece sabe que o meu está até na pele, para que eu sempre me recorde de onde vim. Não que atualmente esteja longe de casa, mas o pouco que estive me serviu pra uma coisa: saber o quanto é bom estar aqui, o quanto é bom morar aqui e conviver com as pessoas daqui.
Esse orgulho foi potencializado recentemente. Sabe aquela velha história de que tu só sabes reconhecer quando não tens mais? Foi algo parecido com isso. Passei três semanas fora da Querência Amada, mas quando toquei o solo gaúcho novamente chorei, sim, por mais que pareça ridícula uma pessoa chorando na aterrissagem de um avião.
Vai ver pensaram que eu estava aliviada por estar com medo, mas não, era orgulho, era choro de alegria. Chorei porque esse período foi suficiente para eu perceber que sim, viver aqui é a melhor coisa que tem. É o melhor lugar pra se viver sim! Não adianta falar o contrário e tentar discutir com bairrista, quem já tentou sabe.
Ok, estou escrevendo isso hoje, um dia depois da morte de um grande ícone tradicionalista gaúcho. Mas não vou dar uma de fanboy, eu conheci pouco de sua vida, mas inconscientemente muito de sua obra.

Não é apenas uma coincidência, perdas me causam esse tipo de tristeza, aí eu escuto Céu, Sol Sul e o Canto Alegretense e choro, como uma boba mesmo. Mas é que poucas pessoas realmente compreenderão o que estou querendo expressar. É difícil encontrar as palavras, até pra quem as escreve. Orgulho? Bairrismo? Amor? Tradicionalismo? Paixão? Quando eu descobrir concluo o raciocínio...

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